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Edição de vídeo básica: 5 dicas para se usar música e narração

A demanda por vídeos online continua a crescer drasticamente. De acordo com a Comscore, durante o mês de outubro, somente nos Estados Unidos, 189 milhões de indivíduos assistiram a 49.1 billhões de vídeos de conteúdo online, enquanto o número de vídeos de publicidade online totalizou 24.5 bilhões.

Como resultado dessa demanda, agências, marcas, profissionais de marketing, cinegrafistas e pequenas empresas em todo o mundo estão em busca de maneiras de se criar vídeos mais envolventes, capazes de tocar os mais diversos espectadores.

Uma das dicas mais básicas (e citadas com mais frequência) para se criar vídeos que envolvam o espectador emocionalmente é: "conte uma história convincente." Em uma época em que conteúdos de vídeo disputam a atenção cada vez mais reduzida do espectador, seduzido pelo último aplicativo ou jogo no seu smartphone, este é um bom conselho. Porém, "conte uma história convincente de forma rápida" é um conselho melhor ainda.   

Quem está começando com edição de vídeo se depara com um grande número de ferramentas a seu dispor para ajudar na criação de histórias, e a integração de música e áudio está entre uma das coisas mais importantes para se conseguir isso. Neste post, vamos explicar quais as cinco coisas essenciais a serem consideradas ao se incorporar o som ao seu filme (usando o vídeo "My Brother Theodore" acima, feito com vídeos da Shutterstock, como um exemplo), e mostrar algumas maneiras básicas, mas essenciais, em que o som pode ajudá-lo a desenvolver uma história impactante. 

1. Ajustando o tom da música ao tom do sujeito

Ao se estabelecer um tom para a narrativa, nada prepara melhor o espírito do que a música que você escolher. Para "My Brother Theodore", fomos em busca de uma faixa otimista que incorporasse alguns momentos de pausa/quietos, e que fosse subindo ao longo da música. Do momento em que se tocam as primeiras notas, o espectador já sabe que essa obra está direcionada a algo divertido e curioso. Músicas que apresentam transições interessantes, momentos de silêncio, interlúdios mínimos, e um senso de drama crescente são ideais para se contar histórias humanas, mas a peça essencial desse quebra-cabeças é garantir que o espírito da música reflita o tipo de história que você quer contar. 

2. Acertando a sincronia

Sincronia, como dizem, é tudo, e isso não poderia ser mais verdadeiro quando você está tentando combinar o desenvolvimento de uma história com as imagens e o áudio que vão dar formato a essa trajetória. No caso de "My Brother Theodore", a primeira grande transição musical está alinhada com o narrador introduzindo a si mesmo (em 00:27), ao mesmo tempo em que a bateria começa. Momentos como esse, quando somados ao tom que você estabeleceu, ajudam a indicar ao espectador os pontos de transição da história. A segunda transição musical acontece no momento em que o narrador revela a obsessão de seu irmão (em 00:48) - brincar na chuva e pular em poças de água - enquanto vemos Theodore em ação. Utilizamos o final da música para essa parte, a qual se alinha bem com a revelação da obsessão do Theodore, e também indica aos espectadores o fato de que o vídeo está acabando. 

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3. Controlando o fader 

Um dos erros mais básicos que as pessoas cometem ao acrescentar música e áudio de voz em um vídeo pela primeira vez é colocar as duas faixas com volume total, uma em cima da outra, e simplesmente deixá-las assim. Para ajudar o espectador a focar no que realmente é importante num dado momento (seja uma frase sendo dita ou um momento em que a bateria está subindo), é essencial ajustar o volume da música para acomodar o áudio, e vice-versa. Controlar o fader (ou "riding the fader" em inglês) é um termo usado por engenheiros de som e significa ajustar manualmente o volume de uma faixa ao se gravar ou editar áudio, mas a maioria das plataformas de edição de vídeo permite que você ajuste o volume de cada faixa utilizada, estabelecendo mudanças precisas no volume na timeline dependendo de onde o foco deve estar. Na imagem acima você pode ver as faixas de narração e música de "My Brother Theodore", onde é possível visualizar esse tipo de ajuste em ação. 

4. Gravando o áudio mais claro e limpo possível 

Não tem desculpa, nos dias de hoje, para se utilizar áudio gravado com barulho ou de maneira não profissional em seu projeto. Para "My Brother Theodore", utilizamos um gravador Tascam DR-07 MKII, encontrado nos Estados Unidos por cerca de 120 dólares. Esses gravadores digitais de mão são muito simples de usar (em muitos casos, você pode simplesmente conectar o gravador via USB para copiar os arquivos), e permitem que você evite ter que contar com o microfone de seu computador, o qual - além de acrescentar ruído - é capaz de capturar apenas uma faixa dinâmica bem limitada. Dê ao seu narrador e ao seu projeto uma chance real de atrair e envolver o espectador, capturando uma faixa de som mais ampla possível. O site The Wirecutter recomenda o the Sony ICD-AX412, que é vendido nos Estados Unidos por menos de 65 dólares, mas além desse você pode conferir este quadro com várias outras opções.

5. Dando ritmo à narração 

Ainda que seja difícil de quantificar, quando sua gravação de áudio parece apressada ou arrastada, a chance de seu espectador continuar assistindo ao seu vídeo começará a diminuir. Por meio de tentativa e erro, tente encontrar o ponto ideal entre uma gravação muito rápida ou muito lenta para prender a atenção das pessoas. A Apple faz um bom trabalho ao encontrar esse ponto ideal de narração no comercial acima, incorporando a informação de maneira compacta ao mesmo tempo em que a voz que narra o conteúdo não parece apressada, e é amigável e envolvente. 

Confira todos os vídeos usados na criação de "My Brother Theodore" na galeria abaixo, e divida suas dicas ou perguntas nos comentários. 

 

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